terça-feira, 10 de novembro de 2015

Imóvel até 60% mais barato

Imóveis que estão em um processo de invetário podem atrair muitos compradores em razão do seu baixo valor. Podem chegar a ser 60% mais barato que o valor de mercado. Para os compradores é importante não se deixar levar apenas pelo valor do imóvel. É necessário saber bem quais são as condições do imóvel inventariado para que este negócio não se torne um elefante branco. Veja abaixo o que você precisa analisar antes de decidir por comprá-lo

 

Onde está correndo o processo de inventário?

Por diferentes motivos um inventário pode correr em cartório ou na Justiça. É impressidível saber onde está o processo do imóvel inventariado, pois as diferenças entre cada um são grandes. Das disparidades, fique atento quanto ao tempo. Os processos em justiça podem levar muito mais tempo que os que correm em cartório. Se você pretende finalizar a compra o quanto antes, processo em justiça irá atrapalhar seus planos.

 

Herdeiros

Outro fator contra o tempo é o número de herdeiros envolvidos no inventário. Além do número, caso um deles for menor de idade o processo pode ser prolongar ainda mais, pois é necessário uma autorização do Ministério Público. Também deve-se investigar se existem dívidas dos envolvidos no processo, que podem recair sobre o imóvel inventariado. Dependendo do nível de complexidade do processo, é recomendável consultar um especialista.

 

Certidões Negativas

Dívidas contraídas pelos herdeiros, cônjuge e pelo espólio podem recair sobre o imóvel e, se não verificado antes da compra, irão lhe trazer muitas dores de cabeça. Antes de firmar qualquer contrato peça todas as certidões negativas de débito dos envolvidos no processo, em todas as esferas (Federal, Estadual e Municipal). Também é importante pedir as certidões negativas de encargos fiscais e certidão de ônus reais do imóvel. Estas medidas lhe assegurará uma compra segura e sem riscos.

 

Compra e venda

A transação pode ser feita com a anuência e assinatura de todos os herdeiros através da chamada Cessão de Direitos Hereditários. A outra forma de concluir a compra é através de um alvará expedido pela Justiça, com a autorização do juiz. Neste caso a escritura é obtida de imediato.
O pagamento dependerá do que for decidido, tipo de procedimento de compra e do desenrolar do processo e da documentação.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Minha Casa, Minha Vida eleva teto de imóveis enquadrados no programa

Limite das faixas 2 e 3 vale para as regiões metropolitanas do DF, RJ e SP. Para regiões metropolitanas do CO, N e NE, teto sobe para R$ 180 mil.

O Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou no ultimo dia 27 novos limites de preços para os imóveis da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida, cujas contratações, segundo Elton Santa Fé Zacarias, secretário-executivo do Ministério das Cidades, podem ter início ainda no fim deste ano.

A última vez que os preços máximos dos imóveis do Minha Casa Minha Vida, programa habitacional do governo, haviam sido corrigidos foi no ano de 2012. O preço máximo dos imóveis do programa, que vale para as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, passou de R$ 190 mil para R$ 225 mil, informou.

Nas regiões metropolitanas, ou seja, nas maiores cidades, das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o valor máximo passou a ser de R$ 180 mil, e nas regiões metropolitanas do Sul, de Minas Gerais e do Espírito Santo, passou para R$ 200 mil.
Para os municípios abaixo de 20 mil habitantes, o teto passa a ser de R$ 90 mil. O secretário-executivo do Ministério das Cidades não soube informar o preço máximo anterior para estes imóveis.


3 milhões de unidades

Segundo Zacarias, do Ministério das Cidades, a meta de três milhões de unidades contratadas até 2018, anunciadas pela presidente Dilma Rousseff durante a campanha presidencial do ano passado, “depende muito mais de questões orçamentárias do que legais”. Ele explicou que não haverá uma Medida Provisória fixando esta meta.
“Não tem mais meta física. Não vai haver mais Medida Provisória. A meta dela [presidente da República] continua sendo os três milhões de contratações. Se ela [Dilma Rousseff] quiser mandar uma MP escrevendo isso, tudo bem”, declarou o secretário-executivo do Ministério das Cidades, explicando que o governo deverá trabalhar com decretos presidenciais e portarias interministeriais para regulamentar o programa. 


Novas

Em setembro, o governo mudou as regras para financiar imóveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida, em anúncio feito pelo Ministério das Cidades. As principais mudanças são a criação de uma faixa intermediária de renda, entre R$ 1.800 e R$ 2.350, e o aumento dos juros cobrados para famílias que recebem a partir de R$ 2.350 por mês.


Entenda as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida

As novas regras só serão válidas para novos contratos e devem fazer parte da terceira etapa do programa, ainda sem data para ser lançado. O Minha Casa, Minha Vida permite a beneficiários de várias faixas de renda financiar a casa própria a juros mais baixos que as taxas cobradas no mercado.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério das Cidades, o valor limite de renda para se beneficiar da faixa que oferece casas totalmente subsidiadas pelo governo passará de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil. As prestações continuarão a ser pagas em 10 anos. Esses beneficiários não pagam juros.

Para famílias que recebem até R$ 800, a parcela será de R$ 80; quem recebe entre R$ 800 e 1,2 mil, pagará 10% da renda; para renda entre R$ 1,2 mil a R$ 1,6 mil, o percentual será de 15%; e para renda entre R$ 1,6 mil a R$ 1,8, será de 20%.

A faixa intermediária criada pelo governo, chamada de faixa 1,5, terá subsídio de até R$ 45 mil do governo. O beneficiário que se encaixar nessa categoria terá que pagar taxa de juros de 5% ano.

Os juros a partir da chamada faixa 2 serão aumentados. Famílias com renda de até R$ 2.700 terão juros de 6% ao ano. As com renda de até R$ 3.600, 7%. Atualmente, quem ganha até R$ 2.455, paga 5% ao ano. Já quem tem renda entre R$ 2.455,01 e R$ 3.275 paga 6% ao ano.

Na Faixa 3, também haverá aumento de juros. Quem recebe até R$ 6.500, pagará juros anuais de 8%. Hoje, são cobrados até 7,16% de juros ao ano para quem ganha até R$ 5 mil.


Fonte: G1

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

9 coisas sobre morar que podemos aprender com os japoneses

Tirar o sapato antes de entrar em casa, usar futon sobre o tatami para dormir, portas de correr feitas de papel e muita tecnologia. Confira alguns hábitos que os japoneses têm em casa


1 - Genkan
Hábito bem conhecido no Ocidente, tirar os sapatos que você usou na rua antes de entrar em casa dispensa muitas explicações: além de ser muito mais higiênico, ajuda muito na limpeza. As casas mais tradicionais do Japão possuem um mini cômodo na entrada só para isso: o chamado genkan (玄関) é geralmente feito em desnível e é o local para tirar, colocar e guardar os sapatos. Chinelos (tanto para os moradores como para as visitas) também ficam aí. Os genkan são comuns em escritórios, templos e escolas também.
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A primeira foto mostra como os tatamis podem ser ajustados em um quarto. A segunda, os futons sobre o tatami





2 - Medidas de apartamento
Se você for alugar um imóvel no Japão, muito provavelmente vai se deparar com sílabas do tipo 4LDK ou 1LDK. A leitura é fácil: o primeiro número indica o número de quartos da casa e as letras são L de living room (sala social), D de dining room (sala de jantar) e K de Kitchen (cozinha). Às vezes, um quarto têm várias funções ao mesmo tempo (a sala social, a de jantar e a cozinha são integradas, por exemplo). Outra forma de medida de área é chamada de jou (畳) que significa quantidade de peças de tatami. Ou seja, um quarto 4畳 tem uma área que pode ser ocupada por 4 tatamis. Cada tatami tem cerca de 1,653 m².


3 - Tatami e futon
Apesar de a geração nova já ter adotado o uso de camas, muitas japoneses ainda dispensam o móvel (vale lembrar que, quanto mais móveis dentro de uma casa, menor o espaço de circulação). Nos quartos - que muitas vezes são forrados com tatami no chão - em vez de camas, são utilizados futons. De noite, é só estendê-los no chão e dormir. De dia, dobre e guarde no armário (ou deixe ao sol). Pronto, você ocupa o espaço somente quando está dormindo e pode utilizar essa área para outras atividades durante o dia.


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Chamadas de shouji (障子), as portas tradicionais japonesas têm estrutura de madeira ou bambu e são forradas por papel.














4 - Portas de correr
Chamadas de shouji (障子), as portas tradicionais japonesas têm estrutura de madeira ou bambu e são forradas por papel translúcido. Utilizadas somente internamente, servem para integrar ou separar os cômodos. Ou seja, de dia, se você deixar a porta do quarto aberta, o espaço acaba se tornando uma continuação da sala. Se alguém quiser dormir, é só fechar para ter privacidade. Como é de correr, economiza espaço. Quando elas são feitas de material mais opaco (e geralmente dão para áreas externas), recebem o nome de fusuma (襖).
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Quando finalizou esta casa em São Roque, SP, o casal Jo Takahashi e Dirce Miyamura apelidou o refúgio de fim de semana de zen-caipira. Isso porque a construção concilia a essência serena do Japão com nossas raízes mais puras.





5 - Poucos móveis
Grande parte das pessoas que moram em apartamentos pequenos no Japão possuem poucos móveis: hábito prático e eficaz para economizar espaço. Se não há cama no quarto, também não há cadeiras na mesa de jantar. Aliás, nem mesa do jeito que estamos acostumados: geralmente o móvel é baixo e você senta no chão para comer (mas pode usar uma almofada ou encosto sem problemas). Essas mesas podem ser bem tecnológicas, como mostra o item a seguir.
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O kotatsu é tão comum no Japão que é possível comprar via internet, em sites como Ebay.




6 - Das maravilhas japonesas: o kotatsu
Pode parecer estranho, mas este móvel é simples e eficiente: a mesa conta um aquecedor central e uma coberta em volta para manter o calor e não deixar o frio entrar. Ou seja, para enfrentar o inverno gelado nipônico, você pode sentar no chão, colocar suas pernas embaixo na mesa e se cobrir - tenha certeza que isso esquenta.


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Um ofurô tradicional é bem pequeno e só deixa a pessoa ficar sentada em posição fetal. Na foto à direita, a entrada de uma casa de banho.









7 - Ofurô
Esqueça toda referência que você tem sobre ofurô no Brasil. No Japão, quando alguém falar essa palavra, estará se referindo a uma banheira pequena e profunda que, geralmente, acomoda uma pessoa em posição fetal (nada parecido com as imersões com sais oferecidas pelos spas brasileiros). Seu intuito é proporcionar um momento de relaxamento e reflexão depois de um dia de trabalho. Ah! E mesmo parecendo uma banheira, não é um lugar para se limpar: você precisa passar antes no chuveiro e só depois entra no ofurô. Como a água não fica suja, você não precisa esvaziar o ofurô depois do uso e pode deixar a água ali para o próximo tomar banho. Casas antigas no Japão não possuem espaço de banho e até hoje muitas pessoas utilizam casas especializadas nisso: chamadas de sentou (銭湯), você paga uma quantia para se limpar e usar o ofurô - que muitas vezes é coletivo e tem o tamanho de uma piscina.
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Constrastes: o vaso sanitário tradicional é quase um buraco no chão. Os modernos possuem painéis como o da direita, que tem 38 botões com funções diferentes.




8 - Vaso sanitário high tech
Na arquitetura tradicional, o vaso sanitário japonês é basicamente um buraco no chão (e você vai encontrar muitos desses ainda hoje, em parques e locais públicos). Mas, em um dos países mais tecnológicos do mundo, não poderia faltar inovação no banheiro: o vaso sanitário japonês é cheio de botões e oferece vantagens como assento aquecido, limpeza a base de água, abertura automática da tampa, musiquinha para as pessoas que não gostam de ouvir o barulho do próprio xixi e até controle via smartphone.
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Panela e chaleira elétrica.




9 - Panela de arroz e chaleira elétrica

Arroz é essencial na culinária japonesa - inclusive, é consumido mesmo no café da manhã. Para fazê-lo, nada de perder tempo no fogão e ainda correr o risco de errar o ponto: as panelas elétricas são práticas, conservam o arroz quente e podem ser programadas. Ou seja, dá para chegar em casa e ter um arroz fresquinho te esperando. Outro item elétrico que ajuda muito na cozinha, são as chaleiras que esquentam água. Com ela, você pode fazer café, chá e qualquer líquido instântaneo (como a sopa de missô) e também comidas desidratadas, como o macarrão instantâneo.