quarta-feira, 29 de julho de 2015

Idec pede fim de tarifa em contratos de financiamento imobiliário

Na última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) entrou com uma ação civil pública contra o Banco Itaú com o objetivo declarar nula uma cláusula contratual que prevê a cobrança de "Tarifa de Administração do Contrato" ou "Custos de Administração do Contrato" nos seus contratos de financiamento imobiliário. A cobrança é de R$ 25 mensais e incide em cada parcela do financiamento imobiliário.

Caso a ação seja aceita pela Justiça, os clientes do Itaú deixariam de pagar e/ou poderiam receber os valores já pagos em dobro, o que vale também para contratos já encerrados. De acordo com pesquisas do Idec, a representatividade deste custo pode chegar a 11% do valor financiado.

- Por se tratar de uma cobrança fixa que incide nas prestações, o consumidor mais impactado com a sua cobrança é o de baixa renda, que apesar de financiar um valor mais baixo, divide o empréstimo em mais parcelas para não comprometer sua renda mensal - explica Mariana Alves Tornero, advogada do Idec.

Em 2014, cerca de 538 mil imóveis foram financiados; como o Itaú detém cerca de 11% dos financiamentos imobiliários, apenas no ano passado, cerca de 59 mil contratos traziam a cobrança.

Para o Idec, o repasse dessa tarifa é ilegal porque se trata de um custo inerente à prestação do serviço bancário e não traz nenhuma contraprestação ao consumidor, caracterizando-se como uma cobrança abusiva, além de colocar o consumidor em desvantagem exagerada (art.51, IV, CDC).

- As altas taxas de juros cobradas pelos bancos já são suficientes para pagar os custos administrativos do financiamento, portanto, consideramos essa taxa abusiva. Além disso, o consumidor paga a taxa, mas não recebe nenhum serviço em troca, o que também é ilegal, segundo o Código de Defesa do Consumidor - explica Mariana.

Outras irregularidades são o consumidor não ser informado sobre o motivo desta cobrança; e o contrato ser redigido de modo a dificultar a compreensão a esse respeito, o que viola o direito básico a informação (art.6º, III e art.46 do CDC). A cobrança da Tarifa de Administração também não está prevista em Lei Complementar, contrariando a Constituição Federal que determina que o Sistema Financeiro Nacional deve ser regulado por este tipo de lei.

- Decidimos entrar com a ação contra o Itaú porque ele é o segundo maior banco em crédito imobiliário no país e já existe uma ação nesse sentido contra a Caixa Econômica Federal, o primeiro em financiamento de imóveis. Além disso, estamos estudando entrar com ação semelhante para pedir a mesma anulação para outros bancos - finaliza a advogada.


Casais com filhos se mostram dispostos a mudar de cidade por conta de segurança

Já o VivaReal, portal de anúncios de imóveis, realizou pesquisa com sua base de usuários para compreender quais os principais motivos que levam o consumidor a mudar de imóvel, assim como os fatores mais importantes que influenciam o processo de escolha. O levantamento foi feito junto com usuários que acessaram o portal para comprar ou alugar imóveis durante o último mês.

A pesquisa mostrou que o fator que mais motiva a busca por uma nova residência é a procura pela proximidade aos centros comerciais, com 43% das respostas. Em segundo lugar ficou o desejo de morar em um bairro mais seguro (30%), seguido pela preferência por regiões com mais lazer, tranquilidade e conforto, com a preferência de 27% dos respondentes. O estudo destaca que 43% dos casais com filhos têm tendência a se sentir mais inseguros nos bairros onde residem e também se mostram mais dispostos a mudar de cidade em busca de segurança (41%).

Quando questionados sobre o que consideram fundamental para se sentirem seguros em suas residências, os itens mais apontados foram câmera de segurança (44%), porteiro 24h (43%), grades nas janelas (37%), interfone (34%) e portão/cancela de carro (30%).

- Segurança é uma das principais motivações na hora de mudar de imóvel. Além de buscar por um bairro mais seguro, o consumidor considera fundamental se munir de itens como câmera de segurança, alarme e grades. Os condomínios e casas devem estar atentos as expectativas dos moradores e se adequar para garantir um melhor negócio tanto para venda quanto aluguel - comenta Lucas Vargas, vice-presidente-executivo do VivaReal.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Caixa financia casa própria com juros a partir de 7,85% ao ano

Depois do Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal também ampliará a oferta de crédito para compra da casa própria. O banco anunciou ontem que destinará mais R$ 4 bilhões para financiar imóveis pelo sistema pró-cotista do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), dando mais opções a quem quer realizar o sonho de ter um imóvel próprio. O preço das unidades que serão financiadas não pode passar de R$ 400 mil. A Caixa divulgou ainda que os juros variam de 7,85% a 8,85% ao ano, dependendo do grau de relacionamento com a instituição.

Mas quem é correntista ou tem conta-salário no banco leva vantagem e será beneficiado com taxas menores. No caso do BB, as taxas dos financiamentos são de 9% ao ano.

A modalidade pró-cotista na Caixa permitirá que trabalhadores com saldo do fundo possam pegar empréstimos para cobrir até 85% do valor da unidade escolhida, que pode ser nova ou usada. Segundo a Caixa, as novas condições foram definidas pelo Conselho Curador do FGTS em maio deste ano. O prazo de pagamento dos empréstimos será de, no máximo, 360 meses, ou seja 30 anos. Para ter acesso ao crédito é preciso ter trabalhado pelo menos 36 meses com carteira assinada e recolhido para o FGTS, consecutivos ou não.

Por outro lado, se o mutuário da Caixa não estiver empregado formalmente, precisa pelo menos ter saldo em conta vinculada do FGTS correspondente a, no mínimo, 10% do valor do imóvel que ele pretende comprar pelo financiamento. Desde o início do ano, a Caixa Econômica contratou R$1,35 bilhão destinado a clientes que procuraram a linha pró-cotista.

O anúncio da Caixa ocorreu três dias após o Banco do Brasil divulgar que ampliou a linha de crédito baseada nas contas do FGTS. No começo da semana, o BB passou a oferecer a linha de financiamento imobiliário pró-cotista também sob as novas condições definidas e m maio pelo Conselho Curador do Fundo.

O BB identificou 2,2 milhões de clientes que reúnem condições para se habilitar ao financiamento imobiliário por essa linha que financia até 90% de imóveis avaliados em até R$ 400 mil, também pelo prazo máximo de 360 meses. A estimativa do banco é disponibilizar cerca de R$ 1 bilhão para novas operações.

Outra condição para dar direito ao crédito, tanto na Caixa quanto no BB, é que o mutuário não pode ser proprietário de imóvel no município onde mora ou trabalha nem em cidades vizinhas ou integrantes da mesma região metropolitana.


Decisão vai injetar R$ 5 bi no mercado

A decisão do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Servidor (FGTS) de estabelecer novas condições de financiamento para o pró-cotista vai possibilitar a injeção de R$ 5 bilhões no mercado imobiliário. Com a permissão, Caixa Econômica e Banco do Brasil serão responsáveis pelo total dos recursos, sendo que R$4 bilhões sairão da Caixa e R$ 1 bilhão do BB.

Vale lembrar que na mesma reunião em maio, o conselho curador tomou a decisão de reduzir o valor máximo do imóvel que pode ser financiado pela modalidade pró- cotista do FGTS de R$ 750 mil para R$ 400 mil.

Já o programa 'Minha Casa, Minha Vida' está à espera de uma faixa intermediária de renda, a chamada Faixa 1-FGTS, que financiará imóveis a famílias com renda entre de R$ 1.200 e R$2.400 por mês. A criação do patamar faz parte da terceira etapa do programa habitacional e será lançada nos próximos meses. A mudança permitirá que o mutuário comprometa até 27,5% da renda para comprar imóvel. O subsídio será de 20% do valor da unidade.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Prefeitura cria novas regras para legalizar 'puxadinhos' na cidade

A prefeitura divulga hoje regras para a regularização de "puxadinhos" - como fechamento de varandas, acréscimos de até um pavimento, entre outras modificações -, mediante o pagamento de taxas ao município, que poderão ser quitadas em até 12 vezes ou à vista, com 7% de desconto. As normas são diferentes conforme a região da cidade. No caso dos bairros da Zona Sul, apenas modificações antigas poderão ser legalizadas. No restante da cidade, incluindo Barra, Recreio e Centro, a aplicação da mais- valia (valor pago para legalizar benfeitoria executada em imóvel sem a devida licença) será válida também para novos acréscimos, se aprovados pelo órgão municipal.

- Na Zona Sul, a legalização só vale para o que foi construído, porque sempre quando se discutiram legislações para mais- valias na cidade houve uma forte oposição de urbanistas e do Ministério Público a novos projetos - explicou a subsecretária de Gestão da Secretaria municipal de Urbanismo, Márcia Bastos.


REGULARIZAR NÃO É BARATO

O decreto regulamenta a Lei Complementar 157, de 9 de julho, que, depois de seis anos, reabriu prazos para legalizar "puxadinhos" no Rio. No caso da Zona Sul, o prazo para dar entrada no processo de regularização vai até o dia 6 de novembro. No restante da cidade, os pedidos poderão ser protocolados até 30 de setembro de 2016.

O valor a ser pago para fazer a regularização adota uma fórmula matemática. O cálculo leva em conta o valor do metro quadrado do local onde se encontra o imóvel para efeito de cobrança do IPTU, multiplicado pela área a ser regularizada, além de variáveis, como se o "puxadinho" foi feito pelo construtor ou pelo proprietário, e se o imóvel é residencial ou comercial. As variantes da fórmula podem ser consultadas na edição eletrônica do Diário Oficial do Município de hoje.

A formalização das benfeitorias nem sempre sai barato. A Secretaria municipal de Urbanismo divulgou alguns exemplos, com base em processos protocolados em 2009, quando a última lei sobre o assunto vigorou. No Leblon, a taxa para legalizar o fechamento de uma varanda de 25 metros quadrados, na Avenida Delfim Moreira, saiu por R$ 45 mil. Na Epitácio Pessoa, na Lagoa, regularizar o acréscimo de 77 metros quadrados numa cobertura custou R$ 110 mil. A legalização de apenas dois metros quadrados numa cobertura na Avenida Atlântica, em Copacabana, foi cotada em R$ 3 mil. Na Avenida das Américas, na altura do Recreio, um acréscimo de 28 metros quadrados numa sala comercial custou R$ 114 mil.

- O proprietário do imóvel que não se legalizar corre o risco de ser multado sucessivamente, até o limite do que pagaria para se formalizar. Se, mesmo assim, a irregularidade continuar, ele pode ser intimado a demolir os acréscimos - disse a subsecretária.

Em 2009, cerca de 11 mil processos de legalização foram protocolados na prefeitura - dois mil processos ainda estão em análise. A estimativa agora é receber até seis mil novos processos. Caso a taxa não seja integralmente paga, os processos serão encaminhados à Dívida Ativa, que poderá cobrar o valor na Justiça. Caso o imóvel seja vendido, a responsabilidade pela quitação passa a ser do novo dono.

Na Barra, nas regiões do Tijucamar e do Jardim Oceânico, e em parte do Recreio, as regras permitem legalizar "puxadinhos" na laje da cobertura até o limite de 50% da área total dos demais andares. A legislação possibilita ainda, em algumas vias, como na orla e na Avenida das Américas, a construção de um andar adicional para garagens nos prédios que serão erguidos. Nessa região, há uma legislação específica para o fechamento de varandas.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

BB financia imóvel para 2,2 milhões

Dois milhões e duzentos mil clientes do Banco do Brasil (BB) em todo o país têm nova opção de financiamento da casa própria. A instituição financeira lançou e passou a oferecer esta semana a linha de crédito imobiliário Pró-Cotista para compra de imóveis novos ou usados. A modalidade usa os recursos do Programa Especial de Crédito Habitacional do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O banco estima destinar cerca de R$ 1 bilhão para as novas operações de financiamentos.

Segundo o BB, a linha de crédito financia até 90% do valor dos imóveis avaliados em até R$ 400 mil. O prazo máximo de pagamento previsto é de 360 meses, ou seja, 30 anos para quitar. A taxa de juros é 9% ao ano.

De acordo com a instituição financeira, para os clientes do banco poderem usar a linha de crédito é preciso que eles tenham conta ativa do FGTS e um mínimo de 36 contribuições, consecutivas ou não para o fundo.


CONDIÇÕES

Pelas regras do programa Pró-Cotista, no caso em que os clientes do Banco do Brasil não possua uma conta ativa do FGTS, é necessário que o seu saldo total no fundo seja igual ou superior a 10% do valor do imóvel que será financiado ou de compra e venda, o que for maior.

A linha de financiamento imobiliário teve as novas condições definidas em maio deste ano pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), órgão que gerencia os recursos do fundo.

A carteira de crédito imobiliário do Banco do Brasil atingiu, em abril, R$42,06 bilhões, registrando um crescimento de 45,9% em apenas 12 meses.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Comissão de Corretagem - Lei 13.097 de 20.01.2015 - Alterações Introduzidas no Art. 6º da Lei Nº 6.530 de 12.05.1978. Corretores Associados - Contratação - Pagamento da Comissão - Novos Procedimentos - Breve Orientação

Maury Rouède Bernardes - Consultor Jurídico da ADEMI RJ

I - NOVAS REGRAS - A Lei nº 13.097 de 20.01.2015 alterou o artigo 6º da Lei nº 6.530 de 12.05.1978 que passou a vigorar com seu parágrafo único renumerado para § 1º e acrescido de mais três parágrafos (§2º, §3º e §4º), como segue:
Art. 6º As pessoas jurídicas inscritas no Conselho Regional de Corretores de Imóveis sujeitam-se aos mesmos deveres e têm os mesmos direitos das pessoas físicas nele inscritas.
§ 1º. As pessoas jurídicas a que se refere este artigo deverão ter como sócio gerente ou diretor um Corretor de Imóveis, individualmente inscrito. (Renumeração do parágrafo único pela Lei nº 13.097, de 2015)
§ 2º.  O corretor de imóveis pode associar-se a uma ou mais imobiliárias, mantendo sua autonomia profissional, sem qualquer outro vínculo, inclusive empregatício e previdenciário, mediante contrato de associação específico, registrado no Sindicato dos Corretores de Imóveis ou, onde não houver sindicato instalado, registrado nas delegacias da Federação Nacional de Corretores de Imóveis. (Incluído pela Lei nº 13.097, de 2015)
§ 3º.  Pelo contrato de que trata o § 2o deste artigo, o corretor de imóveis associado e a imobiliária coordenam, entre si, o desempenho de funções correlatas à intermediação imobiliária e ajustam critérios para a partilha dos resultados da atividade de corretagem, mediante obrigatória assistência da entidade sindical. (Incluído pela Lei nº 13.097, de 2015)
§ 4º.  O contrato de associação não implica troca de serviços, pagamentos ou remunerações entre a imobiliária e o corretor de imóveis associado, desde que não configurados os elementos caracterizadores do vínculo empregatício,  previstos no art. 3º da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1o de maio de 1943(Incluído pela Lei nº 13.097, de 2015)
II - COMERCIALIZAÇÃO - Contratos de Associação - Imobiliárias  e Corretores Autônomos
Por força do disposto no 2º do artigo 6º da Lei 6.530 de 12.05.1978, alterada pelo Art. 139 da Lei nº 13.097 de 20.01.2015,
"o corretor de imóveis pode associar-se a uma ou mais imobiliárias, mantendo sua autonomia profissional, sem qualquer outro vínculo, inclusive empregatício e previdenciário, mediante contrato de associação específico, registrado no Sindicato dos Corretores de Imóveis...".
Tais disposições afastam  a presunção da existência de relação de emprego entre a Imobiliária e os corretores de imóveis por ela selecionados, com a decorrente exclusão da responsabilidade solidária da Incorporadora contratante, o que somente virá a se caracterizar se devidamente comprovada a existência dos elementos caracterizadores do vínculo empregatício, previstos no art. 3º da Consolidação das Leis do Trabalho.
Assim sendo, a contratação das empresas imobiliárias e dos corretores de imóveis por elas selecionados para a intermediação da venda de unidades autônomas de empreendimentos  imobiliários lançados pelas Incorporadoras deverá ser formalizada em contrato de intermediação específico para o empreendimento e sempre lastreada em contrato de associação firmado pela Imobiliária com seus corretores associadosdevidamente registrado no Sindicato dos Corretores, dos quais a Incorporadora contratante deverá colecionar cópias e manter exemplares originais em seus arquivos.
III - PAGAMENTO DAS COMISSÕES -
 O pagamento das comissões de corretagem devidas pelos serviços de intermediação prestados durante a comercialização do empreendimento deverá ser feito pela Incorporadora (contratante), separadamente, à Imobiliária e ao corretor,  segundo os critérios de partilha dos resultados da atividade de corretagem realizada, estabelecidos no contrato de associação entre si formalizado (§ 3º). 
IV - RETENÇÕES e RECOLHIMENTOS

Pessoas jurídicas - ISS, PIS, COFINS e Imposto de Renda;

Pessoas Físicas (MEI e autônomos não participantes do MEI):
a) Retenção: Imposto de Renda e Contribuição Previdenciária;
b) Recolhimento: 20% s/valor pago.

VI - DOCUMENTAÇÃO
CONTRATOS
Contrato de Intermediação celebrado entre a Imobiliária e a Incorporadora;
Contrato de Associação entre a Imobiliária e o(s) corretor(es) que atuará(ão) na comercialização do empreendimento, devidamente registrado no Sindicato dos Corretores.
DOCUMENTOS FISCAIS
Honorários da Imobiliária: Nota Fiscal (Rio de Janeiro: nota carioca);
Honorários do Corretor: Nota Fiscal (MEI) ou RPA - Recibo de Pagamento ao Autônomo (não MEI).         

VII - CARGA TRIBUTÁRIA

Empresas tributadas pelo "Lucro Real" - "Não deve representar maiores reflexos, uma vez que ainda que haja um incremento no valor da receita bruta faturada pela Incorporadora, o mesmo será neutralizado pela despesa realizada com a intermediação/comissão.";

Empresas tributadas pelo "Lucro Presumido" - "O aumento da receita bruta das entidades incorporadoras tributadas pelo "Lucro Presumido" acarretará um aumento do valor da carga tributária do PIS, COFINS, Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSSL. A carga tributária do PIS e da COFINS será aumentada em 3,65% sobre o aumento do valor adicional faturado pela entidade incorporadora.  No que tange ao Imposto de Renda e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido -  CSSL, o aumento de carga fiscal será de até 3,08% aplicado sobre o incremento no valor do faturamento.". [1]

Autônomos (MEI e não-MEI) - No tocante ao recolhimento da contribuição previdenciária, não haverá tratamento diferenciado para o corretor Micro Empreendedor Individual - MEI e para o corretor autônomo não participante desse programa, posto que o artigo 201 da  IN-RFB Nº  971,de 13.11.2009, foi alterado pelaIN-SRF Nº  1453 de 24.02.2014passando a abranger (retroativamente), a partir de 09.02.2012, todas as atividades do MEI:
"Art. 201. A empresa contratante de serviços executados por intermédio do MEI mantém, em relação a esta contratação, a obrigatoriedade de recolhimento da contribuição a que se referem o inciso III e o § 5º do art. 72, bem como o cumprimento das obrigações acessórias relativas à contratação de contribuinte individual.
§ 1º Nos termos do § 1º do art. 18 da Lei Complementar nº 123, de 2006, com redação dada pela Lei Complementar nº 139, de 10 de novembro de 2011, aplica-se o disposto no caput:
I - em relação ao MEI que for contratado para prestar serviços de hidráulica, eletricidade, pintura, alvenaria, carpintaria e de manutenção ou reparo de veículos a partir de 1º de julho de 2009;
II - em relação aos demais serviços prestados por intermédio do MEI, a partir de 09 de fevereiro de 2012." 
                Maury Rouède BernardesConsultor Jurídico da ADEMI RJ

sexta-feira, 17 de julho de 2015

9 hábitos que podem estar matando sua carreira


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Muitas vezes os profissionais fazem grande esforço para conseguir um aumento de salário ou novas oportunidades profissionais e, sem dúvidas, as vezes o caminho percorrido está manchado por hábitos ruins que os impede de cumprir seus objetivos.

Abaixo listamos essas práticas nocivas que podem estar arruinando sua carreira, tiradas de um artigo da Inc.com.
1. Reclamar demais: Queixar-se do seu horário, de uma mudança na política corporativa, pode lhe dar uma má reputação.
2. Não falar: Escutar o tempo todo e não expressar sua opinião fazem com que você seja visto como um seguir em vez de um líder.
3. Falar mais do que escutar: Invista mais tempo e energia em escutar os demais em vez de tratar de educá-los.
4. Não se preocupar consigo mesmo: Trabalhar até tarde, pular as refeições e correr sempre contra o tempo pode gerar problemas. Independentemente do quão ocupado você esteja, tire um tempo para se preocupar com sua saúde mental.
5. Dar desculpas para os seus erros: Há uma grande diferença entre uma explicação e uma desculpa. Seja responsável por seus pensamentos, sentimentos e comportamento. Foque em aprender com seus erros em vez de empurrar tudo para debaixo do tapete.
6. Não agradecer pelas críticas: Se colocar na defensiva quando outros lhe oferecem feedback limita sua habilidade de aprendizagem e crescimento. Tire um tempo para realmente considerar os comentários de outras pessoas.
7. Falar coisas negativas de seus companheiros de trabalho: O fato de fofocar e falar mal de seus companheiros não lhe fará ter amigos. Siga o conselho da sua mãe; se não tem nada a dizer, não diga nada a respeito.
8. Ter uma perspectiva pessimista: Mostre sua liderança expressando seus pensamentos sobre o futuro da empresa.
9. Não trabalhe bem com os outros: Ignorar os e-mails, evitar colaborar e desacreditar nas ideias dos outros são algumas coisas que mostram que você não está jogando bem no terreno profissional. Se você está lutando para se dar bem com seus companheiros, invista mais tempo em reforçar suas habilidades sociais.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

21 Hábitos das pessoas extremamente felizes

Em sua palestra na TED de 2004, Seligman descreveu três tipos de vidas felizes: a vida de prazeres, na qual você enche sua vida com quantos prazeres puder, a vida do envolvimento, em que você encontra a vida no trabalho, em ser pai, no amor e no lazer, e a vida que tem sentido, aquela que “consiste em saber quais são suas maiores forças e, também, em saber usá-las para servir e fazer parte de algo maior que você mesmo”.

Após explorar o que traz a satisfação definitiva, Seligman se disse surpreso. Buscar o prazer, determinaram as pesquisas, não contribui quase nada para a satisfação duradoura. O prazer é o “chantilly e a cereja” que dão um toque adocicado para as vidas baseadas na procura do sentido e do envolvimento.
Por mais que conceitos como sentido e envolvimento possam parecer grandiosos, as pessoas felizes têm hábitos que podem fazer parte do seu dia a dia e que podem compor o quadro total do êxtase. Pessoas felizes têm certas inclinações que ajudam na busca do sentido – e essas inclinações também funcionam como motivação.

1. Elas se cercam de pessoas felizes
A alegria é contagiosa. Os pesquisadores do Estudo do Coração de Framingham, que investigaram a propagação da felicidade ao longo de 20 anos, descobriram que aqueles que estão cercados por pessoas felizes “têm chance maior de felicidade no futuro”. É um motivo mais que suficiente para se livrar dos amigos depressivos e passar mais tempo com gente otimista.

2. Elas não sorriem sem motivo
Mesmo que você não se sinta tão disposto, cultivar pensamentos felizes – e sorrir por causa deles – pode contribuir para sua felicidade e fazer de você uma pessoa mais produtiva, de acordo com um estudo publicado no Academy of Management Journal. É importante sorrir genuinamente: o estudo revelou que fingir um sorriso quando suas emoções, na verdade, são negativas pode piorar seu humor, em vez de melhorá-lo.

3. Elas têm o poder de se recuperar
De acordo com o psicólogo Peter Kramer, o oposto da depressão não é a felicidade, mas sim a resiliência, ou seja, a capacidade de se recuperar. Pessoas felizes sabem se levantar depois de um fracasso. A resiliência é como uma camada de espuma amortecedora para as inevitáveis dificuldades que nós humanos vamos enfrentar. Como diz o provérbio japonês: “Caia sete vezes e levante oito”.

4. Elas tentam ser felizes
Isso mesmo – é simples assim: simplesmente tentar ser feliz pode melhorar seu bem-estar emocional, de acordo com dois estudos recém-publicados no Journal of Positive Psychology. Aqueles que tentam ativamente se sentir felizes relatam os maiores níveis de humor positivo, uma defesa do argumento que diz que você pode ser feliz se tiver pensamentos felizes.

5. Elas estão atentos às coisas boas
É importante comemorar as grandes conquistas, aquelas que exigem muito esforço, mas as pessoas felizes também dão atenção às vitórias menores. “Quando prestamos atenção às coisas que dão certo, temos várias recompensas ao longo do dia”, disse Susan Weinschenk ao Huffington Post. “Isso ajuda a melhorar nosso humor.” E, como explica Frank Ghinassi, estar atento às coisas que dão certo (mesmo que seja simplesmente o fato de terem servido o café como você gosta) ajuda a ter uma sensação de conquista ao longo do dia.

6. Elas apreciam os pequenos prazeres
Um sorvete de casquinha com uma espiral perfeita. Um cachorro feliz da vida. As pessoas felizes conseguem apreciar esse tipo de prazer cotidiano. Encontrar sentido nas pequenas coisas e serem gratos por tudo o que eles de fato têm, por acharem que está associado à ideia geral de felicidade.

7. Elas dedicam parte de seu tempo para doações
Mesmo que o dia tenha só 24 horas, pessoas positivas usam parte desse tempo para fazer bem a outras, o que, em contrapartida, faz bem a elas mesmas. Uma pesquisa de longo prazo chamada American’s Changing Lives encontrou vários benefícios ligados ao altruísmo: “O trabalho voluntário faz bem para a saúde física e mental. Pessoas de todas as idades que fazem trabalho voluntário são mais felizes e têm saúde melhor e menos depressão”, relatou Peggy Thoits, líder de um dos estudos.
Essas pessoas também experimentam o que os pesquisadores chamam de “o barato de ajudar”, um estado eufórico observado nas pessoas envolvidas em atos de caridade. “É um ‘barato’ literal, como aquele induzido por drogas”, escreve Christine L. Carter. “O ato de fazer uma doação financeira ativa o centro de recompensas no nosso cérebro responsável pela euforia mediada pela dopamina.”

8. Elas se permitem perder a noção do tempo (e às vezes sem querer)
Quando você está imerso numa atividade que é ao mesmo tempo desafiadora, revigorante e significativa, você está experimentando um estado mental chamado de “fluidez”. Pessoas felizes buscam esse “entusiasmo” ou “empolgação”, o que diminui a inibição e promove sensações associadas ao sucesso. Como explicado emPursuit-of-happiness.org, “para que haja ‘fluidez’ é preciso encarar a atividade como voluntária e prazerosa (intrinsicamente motivadora), e ela também tem de exigir habilidade e ser desafiadora (mas não muito), com um objetivo final claro”.

9. Elas trocam o bate-papo por conversas mais profundas
Nada errado com aquele papo de vez em quando, mas sentar para conversar sobre as coisas que importam é importante para curtir a vida. Um estudo publicado na Psychological Science revelou que aqueles que conversam profundamente em vez de ficar batendo papo se sentem mais satisfeitos.
“Queria ter tido a coragem de dizer o que sentia” é um dos cinco principais arrependimento de quem está morrendo – um sentimento que indica que talvez desejemos ter passado menos tempo falando da chuva e mais tempo falando do que realmente nos toca.

10. Elas gastam dinheiro com outras pessoas
Talvez o dinheiro compre felicidade. Um estudo publicado na Science apontou que investir o dinheiro em outras pessoas tem mais impacto na felicidade que gastar consigo mesmo.

11. Elas fazem questão de ouvir
“Ouvir desenvolve a capacidade de absorver conhecimento em vez de bloquear o mundo com suas próprias palavras ou sua mente distraída”, escreve David Mezzapelle, autor de Contagious Optimism (otimismo contagioso, em tradução livre). “Você também demonstra confiança e respeito pelos outros. Conhecimento e confiança são provas de que você é seguro e positivo e, portanto, irradia energia positiva.” Saber ouvir é uma qualidade que reforça os relacionamentos e leva a experiências mais satisfatórias. Um bom ouvinte pode sair de uma conversa sentindo que sua presença serviu para alguma coisa, uma experiência que está relacionada ao bem-estar.

12. Elas preferem conexões pessoais
Mandar um SMS ou uma mensagem de Facebook para seus amigos é rápido e conveniente. Mas gastar dinheiro numa passagem para ver sua pessoa predileta do outro lado do país tem peso quando se trata do seu bem-estar. “Há uma necessidade profunda do senso de ‘participação’ que vem das interações pessoais com amigos”, diz John Cacciopo, diretor do Centro de Neurociência Social e Cognitiva da Universidade de Chicago. As mídias sociais, por mais que nos mantenham em contato, não nos permitem o contato físico, o que ajuda a controlar a ansiedade.

13. Elas olham para o lado bom
O otimismo melhora a sua saúde de várias maneiras, incluindo a redução do estresse, a tolerância à dor e a longevidade para aqueles com problemas de coração. Se você escolher olhar para o lado bom das coisas, também estará escolhendo a saúde e a felicidade.
Seligman resumiu o que talvez seja a principal característica dos otimistas em seu livro mais elogiado, Learned Optimism (aprendendo o otimismo, em tradução livre):
A característica que define os pessimistas é que eles tendem a acreditar que as coisas ruins vão durar muito tempo, vão minar tudo aquilo que eles fazem, e é tudo culpa deles. Os otimistas, quando confrontados com os mesmos problemas, pensam da maneira oposta. Eles tendem a acreditar que a derrota é só um retrocesso temporário e que as causas estão confinadas àquele caso em particular. O otimista acredita que a derrota não é culpa sua: as circunstâncias, o azar ou outras pessoas têm culpa. Essas pessoas não se abalam com derrotas. Confrontadas com problemas, elas os encaram como desafios e tentam de novo, com mais empenho.

14. Elas gostam de uma boa seleção musical
A música tem poder. Tanto que ela pode se comparar às massagens no quesito reduzir ansiedade. Em um período de três meses, o Instituto de Pesquisa de Saúde Grupal descobriu que pacientes que simplesmente ouviam música tinham uma redução nos níveis de ansiedade iguais àqueles que recebiam dez massagens de uma hora. Escolher as músicas certas é um fator importante, entretanto. Músicas tristes ou felizes podem afetar como vemos o mundo. Em um experimento, os participantes tinham de identificar rostos tristes ou felizes enquanto ouviam música, e eram grandes as chances de que eles escolhessem rostos que combinassem com a música.

15. Elas se desplugam
Seja meditando, respirando fundo longe do computador ou deliberadamente se desconectando dos eletrônicos, desligar-se do nosso mundo hiperconectado tem vantagens comprovadas no que diz respeito à felicidade. Falar ao celular pode aumentar sua pressão arterial e seu nível de estresse. Ficar horas a fio diante de uma tela está ligado à depressão e à fadiga. A tecnologia não vai desaparecer, mas uma desintoxicação digital dá ao seu cérebro a oportunidade de se recuperar e se recarregar– e, mais que isso, isso pode aumentar sua resiliência.

16. Elas olham para o lado espiritual
Estudos apontam uma ligação entre práticas religiosas e espirituais e jovialidade. Para começar, hábitos importantes para a felicidade costumam ser valorizados na maior parte das convenções espirituais: expressar gratidão, compaixão e caridade. E fazer as perguntas que importam ajuda a dar contexto e significado para as nossas vidas. Um estudo de 2009 aponta que crianças que achavam que suas vidas tinham um propósito (promovido por conexões espirituais) eram mais felizes.
A espiritualidade oferece aquilo a que o sociólogo Émile Durkheim se referiu como “tempo sagrado”, um ritual de desconexão que leva a momentos de reflexão e calma. Como escreve Ellen L. Idler em The Psychological and Physical Benefits of Spiritual/Religious Practices (os benefícios psicológicos e físicos das práticas espirituais/religiosas, em tradução livre):
O tempo sagrado significa um tempo longe do “tempo profano” no qual levamos a maior parte das nossas vidas. Um período diário de meditação, a prática semanal de acender as velas do shabat, ou ir a cultos ou missas, ou um retiro anual num lugar isolado, quieto e solitário: todos são exemplos de garantir um tempo longe da correria das nossas vidas cotidianas. Períodos de descanso e folga do trabalho e das demandas do dia a dia ajudam a reduzir o estresse, fator primordial nas doenças crônicas que ainda são a principal causa de morte na sociedade ocidental. Experiências transcedentais religiosas e espirituais têm efeito positivo, restaurador e curativo, especialmente se são “embutidas”, por assim dizer, no nosso ciclo de vida diário, semanal, sazonal e anual.

17. Elas priorizam o exercício
Um sábio, mas fictício, estudante da Faculdade de Direito de Harvard disse certa vez: “Exercício gera endorfinas. Endorfinas te fazem feliz.” Já se demonstrou que as endorfinas aliviam sintomas de depressão, ansiedade e estresse, graças aos vários químicos cerebrais que são liberados para amplificar as sensações de felicidade e relaxamento. Além disso, um estudo publicado pelo Journal of Health Psychology indica que o exercício melhora a percepção que as pessoas têm do próprio corpo – mesmo que elas não tenham perdido peso ou tido qualquer tipo de melhora aparente.

18. Elas gostam do ar livre
Quer se sentir vivo? Uma dose de 20 minutos de ar fresco significa uma sensação de vitalidade, segundo vários estudos publicados no Journal of Environmental Psychology. “A natureza é o combustível da alma”, diz Richard Ryan, autor principal de vários dos estudos. “Quando nos sentimos com pouca energia muitas vezes tomamos um café, mas as pesquisas sugerem que o contato com a natureza é muito mais eficaz.” E, mesmo que todo mundo prefira o café quente, é melhor tomar nossa dose de ar livre em temperatura morna: um estudo sobre o clima e a felicidade indicou que a temperatura ótima para a felicidade é 13,8 graus.

19. Elas passam tempo na cama
Acordar com o pé esquerdo não é um mito. Quando faltam horas de sono, provavelmente falta também clareza e sobram bom humor e decisões erradas. “Uma boa noite de sono pode ajudar e muito a reduzir a ansiedade”, disse Raymond Jean, diretor de medicina do sono e diretor-associado de cuidados críticos do hospital St-Luke’s-Roosevelt, ao Health.com. “Um bom sono traz estabilidade emocional.”

20. Elas gargalham
Você já ouviu essa: a gargalhada é o melhor remédio. Se você estiver tristonho, pode ser verdade. Uma boa risada libera químicos no cérebro que, além de dar aquele barato, nos preparam melhor para tolerar a dor e o estresse. E você pode até trocar um dia na academia por uma sessão de piadas (talvez). “A resposta do corpo a repetidas risadas é similar à dos exercícios”, diz Lee Berk, líder de um estudo de 2010 focado no efeito das risadas no corpo. O mesmo estudo aponta que certos benefícios dos exercícios, como um sistema imune saudável, apetite controlado e bons índices de colesterol, podem ser alcançados com gargalhadas.

21. Elas dão passadas largas
Já reparou quando alguns amigos estão andando nas nuvens? Tem tudo a ver com a caminhada, segundo uma pesquisa conduzida por Sara Snodgrass, uma psicóloga da Florida Atlantic University. No experimento, Snodgrass pediu que os participantes do estudo caminhassem por três minutos. Metade deles tinha de dar passadas longas, mexendo os braços e mantendo a cabeça levantada. Eles relataram estar mais felizes depois do passeio que o outro grupo, que deu passadas curtas, olhando para o chão.

E VOCÊ, COM QUANTAS CARACTERÍSTICAS SE IDENTIFICOU?
Bora ser feliz??

Veja dicas de decoração de cozinha pequena

Decoração de cozinha pequena é uma tarefa desafiadora, já que é preciso aproveitar cada centímetro do ambiente. Por isso, a primeira regra é: nada de ter eletrodomésticos ou armários em excesso. O foco da organização do espaço deve ser conseguir praticidade no preparo dos alimentos.
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Armários embutidos e nichos podem ser grandes aliados da cozinha pequena (Fotos: Reprodução – Houzz)
Por isso, é importante gastar um tempo na distribuição dos aparelhos, já que fogão, geladeira e pia devem ficar próximos, de modo que o cozinheiro transite facilmente no cômodo.
Tente usar a famosa triangulação para estes itens e não se esqueça de deixar um espaço mínimo de 90 centímetros no corredor de circulação. Essa área é importante para que a abertura da porta dos eletrodomésticos não fique comprometida.

Vantagens de cada formato de cozinha
Ambientes na forma da letra “U” são vantajosos porque trazem praticidade, uma vez que o cozinheiro tem acesso a todos os lados do local. O formato permite a inclusão até mesmo de uma ilha. O recurso pode ser incluído em cozinhas com áreas a partir de nove metros quadrados. No entanto, a bancada deve ficar a 1,20 m da pia.
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Na cozinha com formato da letra U é possível ter acesso cozinheiro tem acesso a todos os lados do ambiente
Na ilha é possível incluir cooktops e grelhas na própria bancada, desde que haja, no mínimo, 90 cm de profundidade e 60 cm de espaço livre em cada lado dos aparelhos.
O modelo em “L” oferece amplitude e a opção de integrar o ambiente aos demais por meio de uma bancada estreita. E caso haja área disponível, é interessante incluir uma pequena mesa para refeições rápidas encostada na parede.
A cozinha linear deixa um lado da parede totalmente livre, mas reúne os eletrodomésticos e a pia em um único local.
Existe também o formato paralelo. Neste, pia e fogão ficam de um lado e armários e geladeira de outro. A vantagem é a praticidade, tanto no acesso aos eletrodomésticos quanto na organização da dispensa.

Móveis de cozinha planejados

O ganho de amplitude na cozinha pequena pode acontecer por meio dos móveis planejados. Recursos como portas de correr, abertura basculante, mesas corrediças, gavetões e gavetas com divisórias ajudam a ter mais espaço no projeto.
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Móveis feitos sob medida são ótimas opções para cozinhas pequenas
Além disso, áreas desperdiçadas e até mesmo as quinas podem receber prateleiras e armários personalizados. A desvantagem é o preço: um aumento de até 35% no valor final do projeto.

Móveis para cozinha pequena

O armário da cozinha pequena é outro aspecto a ser estudado. É essencial investir em móveis de tamanho reduzido e ter poucas unidades na decoração. Ambientes com pé direito muito alto podem receber armários até em cima, contudo, lembre-se de guardar apenas os itens que não forem muito usados no dia a dia.
Outra maneira de otimizar o projeto é usar nichos para criar uma torre de cocção. O recurso pode abrigar fornos elétricos e micro-ondas, sendo importante ver o interior de ambos sem ficar na ponta dos pés. E a sensação de amplitude dependerá também da quantidade de itens expostos.
O ideal é apostar na regra do “menos é mais” e deixar à mostra apenas o que for usado no cotidiano. A dica para ter praticidade é investir em painéis ou barras de aço e pendurar panelas e demais acessórios na parede.

Truques

A conquista de espaço na decoração de cozinhas pequenas pode ganhar mais um reforço com o uso de truques visuais.  Decore com espelhos (seja por meio de faixas nas paredes ou superfícies espelhadas de móveis), vidros translúcidos, prateleiras de vidro e superfícies vazadas de divisórias e cobogós. A sensação de amplitude pode vir ainda de revestimentos claros e de tons off-white. Para quebrar a monotonia das peças brancas, aposte em mosaicos de vidro e pastilhas nos detalhes.

Iluminação de cozinhas pequenas

Uma maneira eficiente de conseguir conforto e amplitude é mesclar a luz fria (que facilita o preparo da comida) com a luz quente, deixando o espaço mais aconchegante. Lembre-se também de instalar lâmpadas com temperatura de cor entre 4.000 K (luz neutra) e 6.000 K (luz branca-azulada) na bancada de trabalho. E aposte em lâmpadas com índice de refração de luz (IRC) entre 80 e 100, algo que evita a distorção das cores dos alimentos.
As luminárias da cozinha devem eliminar cantos escuros e trazer luzes pontuais para a bancada. A alternativa é instalar uma iluminação em trilhos e evitar fachos nos assentos. E quando a escolha for pelas pendentes, cuide para ficarem distantes, no mínimo, 60 cm da mesa, para o calor e a luz não atrapalharem as pessoas sentadas.